Psicologia do Desenvolvimento


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A Violência Infantil

A hereditariedade influi de algum modo na agressividade infantil, mas, sem dúvida, o meio é o mais perturbante. O que falta internamente à criança é a capacidade e a habilidade para lidar com esse ambiente que a deixa com raiva, com medo e insegurança.

A Grande Influência do Meio

· Família: membros familiares com traços anti-sociais de conduta (principalmente os pais), pais que não respeitam a autonomia dos filhos ou que são demasiadamente controladores ou que rotulam seus filhos como agressivos são factores familiares que induzem à agressividade infantil.

· Mídia: os meios de comunicação de massa têm dividido opiniões sobre a influência que exercem na criança. Podemos encontrar programas com imagens que chegam a requintes de perversidade. Os video-jogos bélicos, os desenhos animados violentos que fascinam as crianças também podem influenciar.

· Escolaridade: a escola também pode influir no desenvolvimento ou na prevenção de problemas de conduta; o pessoal da escola pode avisar aos familiares quando detecta problemas nas crianças; a escola pode proporcionar programas de estímulo de habilidades sociais, resolução de conflitos entre os alunos ou buscar outras soluções aos problemas de cada aluno.

· Condição Social: a maioria dos estudos procura relacionar o nível socioeconómico baixo com o desenvolvimento de problemas de conduta. Um desses estudos observou que a alta porcentagem de crianças agressivas de pouca idade pertencia a um nível social mais baixo. Deve-se ter em conta, além disso, que esses factores diferem de uma família para outra, de forma que nem todas as famílias pertencentes a uma classe social mais baixa se caracterizam pelos mesmos padrões de conduta.

Idealizações Filosóficas

A questão da grande influência que o meio exerce sobre a criança já vem sendo discutida há tempos. O filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), considerado o “descobridor da criança”, considera, juntamente com outros filósofos, que a bondade é a tendência natural e inata do homem, que só é pervertido pela civilização e pelas injustiças sociais decorrentes. Ou seja, o homem nasce bom, e a sociedade limita-se a corrompê-lo. 


Psicologia do Desenvolvimento

Uma pequena Introdução…

 Podemos definir Psicologia do Desenvolvimento, como a Psicologia que estuda o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos físico-motor, intelectual, afectivo-emocional, social – no seu ciclo completo de vida, desde o seu nascimento até à sua morte. Estudar o desenvolvimento humano, significa conhecer as características comuns de uma determinada faixa etária, permitindo-nos reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos para a observação e interpretação dos comportamentos.

  Compreender as mudanças contínuas do ser humano operadas ao longo da vida e descobrir as razões dessas mudanças, tem constituído um desafio para a Psicologia, nomeadamente para os psicólogos do desenvolvimento. O conceito de desenvolvimento pressupõe assim uma sequência de alterações graduais que levam a uma maior complexidade no interior de um sistema ou organismo. Nesta evolução desenham-se estádios que seguem uma ordem praticamente imutável, variando o tempo de permanência de cada indivíduo em cada um deles.

  A psicologia do desenvolvimento é uma área especializada da Psicologia que só amadureceu no século XIX, devido aos estereótipos que se mantinham acerca do conceito de criança e da pouca importância que lhe era concedida, dando origem, ao longo dos anos, a uma espécie de revolução, no que diz respeito às grandes mudanças do ser humano e à forma como as encaramos.

   Na contemporaneidade, a Psicologia do Desenvolvimento aplica-se a várias áreas do nosso quotidiano, nomeadamente ao Desporto, à Educação, à Motricidade Humana, entre outras.