Psicologia do Desenvolvimento


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Envelhecimento

 

 Fala-se correntemente do envelhecimento como se tratando de um estado tendencialmente classificado de “terceira idade” ou ainda “quarta idade”. No entanto, o envelhecimento não é um estado, mas sim um processo de degradação progressiva e diferencial. Ele afecta todos os seres vivos e o seu termo natural é a morte do organismo. É, assim, impossível datar o seu começo, porque de acordo com o nível no qual ele se situa (biológico, psicológico ou sociológico), a sua velocidade e gravidade variam de indivíduo para indivíduo. Neste trabalho são abordados aspectos do envelhecimento humano como o envelhecimento e as sensações e percepções, as teorias do envelhecimento, as suas alterações neuroanatómicas, os seus efeitos no desempenho cognitivo, e os factores que influenciam esse mesmo envelhecimento, entre outros.

  Todo organismo multicelular possui um tempo limitado de vida e sofre mudanças fisiológicas com o passar do tempo. A vida de um organismo multicelular costuma ser div três fases: a fase de crescimento e desenvolvimento, a fase reprodutiva e a senescência,envelhecimento. Durante a primeira fase, ocorre o desenvolvimento e crescimento dos órgãos especializados, o organismo vai crescendo e adquirindo capacidades funcionais que o tornam apto a se reproduzir. A fase seguinte é caracterizada pela capacidade de reprodução do indivíduo, que garante a sobrevivência, perpetuação e evolução da própria espécie. A terceira fase,senescência, é caracterizada pelo declínio da capacidade funcional do organismo.  

  O envelhecimento não é um estado, mas sim um processo de degradação progressiva e diferencial. Ele afecta todos os seres vivos e o seu termo natural é a morte do organismo. É, assim, impossível datar o seu começo, porque de acordo com o nível no qual ele se situa (biológico, psicológico ou sociológico), a sua velocidade e gravidade variam de indivíduo para indivíduo. Assim, podemos dizer que os indivíduos envelhecem de formas muito diversas e, a este respeito, podemos falar de idade biológica, de idade social e de idade psicológica, que podem ser muito diferentes da idade cronológica (Fontaine, 2000).  

Idade biológica – está ligada ao envelhecimento orgânico. Cada órgão sofre modificações que diminuem o seu funcionamento durante a vida e a capacidade de auto-regulação torna-se bém menos eficaz. 

Idade social – refere-se ao papel, aos estatutos e aos hábitos da pessoa, relativamente aos outros membros da sociedade. Esta idade é fortemente determinada pela cultura e pela história de país.  

Idade psicológica – relaciona-se com as competências comportamentais que a pessoa pode mobilizar em resposta às mudanças do ambiente; inclui a inteligência, memória e motivação.  

 O envelhecimento é também uma questão demográfica. Falando do nosso país, Portugal está a tornar-se num país envelhecido. O peso dos idosos na estrutura populacional, tem vindo a aumentar de forma significativa, devido por um lado à diminuição dos nascimentos e por outro ao aumento da esperança de vida. Esta redefinição da estrutura etária diferentes implicações: exige políticas sociais que permitam fazer face à nova realidade e onde a saúde e o apoio social terão de ser redimensionados; em termos económicos leva a um esforço acrescido da segurança social, com o pagamento de reformas e também com os serviços especializados destinados a este grupo populacional.

O Envelhecimento Fisiológico

   Com o envelhecimento, ocorrem alterações de vários aspectos perceptíveis do organismo.

 O envelhecimento fisiológico compreende uma série de alterações nas funções orgânicas e  mentais devido exclusivamente aos efeitos da idade avançada sobre o organismo, fazendo com que o mesmo perca a capacidade de manter o equilíbrio homeostático e que todas as funções fisiológicas gradualmente comecem a declinar.

  O envelhecimento do ponto de vista fisiológico depende significativamente do estilo de vida que a pessoa assume desde a infância ou adolescência. O organismo envelhece como um todo, enquanto que os seus órgãos, tecidos, células e estruturas sub-celulares têm envelhecimentos diferenciados.

 Curiosidade:

Aqui fica um video de uma das mais conhecidas séries de animação, ” The Simpsons”, que resume a vida de Homer em 59 segundos, desde o nascimento até ao envelhecimento:

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É possível ajustar o nosso relógio biológico?

Para quem julga que o relógio biológico se resumia ao instinto feminino da maternidade, ele pode ser bem mais complexo do que isso. 

O relógio toca às 6h da manhã. Hora de acordar e voltar para o trabalho depois de um mês de férias. Olhamos para o relógio e duas, três vezes a ver se a hora está certa, não acreditando que já é hora de levantar. Finalmente, levanta-mo-nos, pensando “mas eu ainda estou com tanto sono!”. O problema é que o relógio mecânico está certo, mas o nosso relógio biológico não.

 O termo relógio biológico é uma metáfora para uma parte do cérebro responsável pelo controle dos ritmos biológicos (chamados circadianos, que são ritmos com duração de 24 horas). É ele que regula os horários de dormir, acordar, comer e também outras atividades do corpo como esvaziar os intestinos e a bexiga e produzir hormônios como a melatonina, o cortisol e o hormônio do crescimento. 

 O relógio toca às 6h da manhã. Hora de acordar e voltar para o trabalho depois de um mês de férias. Olhamos para o relógio duas, três vezes para ver se a hora está certa, não acreditando que já é hora de levantar. Finalmente, levantamo-nos, pensando “mas eu ainda estou com tanto sono!”. O problema é que o relógio mecânico está certo, mas o nosso relógio biológico não.

 O termo relógio biológico é uma metáfora para uma parte do cérebro responsável pelo controle dos ritmos biológicos (chamados circadianos, que são ritmos com duração de 24 horas). É ele que regula os horários de dormir, acordar, comer e também outras atividades do corpo como esvaziar os intestinos e a bexiga e produzir hormônios como a melatonina, o cortisol e o hormônio do crescimento.

 Assim, se estávamos acostumados a dormir e acordar mais tarde durante as férias, o nosso organismo vai continuar seguindo o horário antigo, e vamos sentir mais dificuldade para acordar cedo, sonolência durante o dia e provavelmente não vamos ter sono na hora de deitar. É provável também que não sintamos fome na hora do almoço ou do jantar, por exemplo, se esses horários foram alterados durante as férias também. Essa falta de sincronia do relógio biológico também provoca insônia, alteração de humor e queda do rendimento físico e mental.

 É também por causa dele que mudanças bruscas de horário, como voltar ao trabalho ou às aulas depois das férias, mudança do horário de verão e viagens com troca de fuso horário, não são fáceis. Isso acontece porque o corpo se mantém no horário anterior, fazendo com que os relógios (o mecânico e o biológico) saiam de sincronia.

Luz e Exercício Físico

  Mas como qualquer relógio, o relógio biológico também pode ser ajustado. Naturalmente o corpo acostuma-se com as mudanças e o relógio biológico e adapta-se aos novos horários. Mas isso demora cerca de uma semana (algumas pessoas podem demorar mais tempo, ou menos) e é preciso manter uma rotina para que o organismo se acostume.

  Quem sofre para se adaptar às mudanças de horário, ou mesmo para acordar cedo ou dormir mais tarde, pode ajudar o seu relógio interno a ajustar-se. Alguns cientistas referem que a luz é o principal regulador do relógio biológico, e recomendam a exposição à luz solar como o melhor modo para ajustá-lo, assim como a prática do exercício físico para activar o sistema.