Psicologia do Desenvolvimento



Genie, The Wild Child

 A partir de um documentário da BBC da década de 70 sobre os problemas morais e éticos, tivemos a oportunidade de conhecer Genie, uma criança selvagem que sobreviveu a 13 anos de tortura, enclausurada num quarto pelos pais. Tendo o conhecimento do caso, foi a gerada a discussão sobre a problemática hereditariedade vs meio e a sua influência no desenvolvimento de uma criança.

Opinião

 O caso Genie é, ainda hoje, visto com um grau de polémica bastante acentuado.

  “Genie era um animal em comportamento, humano na forma, mudo e nu.”

  Esta afirmação poderá levar-nos a inúmeras conclusões, no fundo meras suposições tendo em conta a inconclusividade do caso.

  Após a visualização do documentário, surgiram várias indagações no que diz respeito à nossa natureza e àquela que nos foi imposta imediatamente à nascença. Vários estudiosos partem do principio de que as pessoas se comportam de acordo com predisposições genéticas – hereditariedade – e de acordo com o seu instinto, com o que lhes é inato. É chamada a teoria da natureza do comportamento humano. Por outro lado, existem outros que acreditam que as pessoas pensam e se comportam de determinada forma por serem ensinadas com esse propósito – influência do meio.

  O que acontece então quando o acesso ao meio nos é completamente negado? 

 Genie viveu longe do contacto humano desde o seu nascimento, sem estímulos a nível emocional, físico e cognitivo, privada de experienciar comportamentos afectivos e sociais, sem qualquer acesso à linguagem humana. Genie foi isolada nos primeiros 10 anos de vida, anos quais são considerados como sendo os mais cruciais para o desenvolvimento de uma criança.

  O contacto físico com outros seres humanos é essencial para satisfazermos as nossas necessidades sociais e emocionais.

 Em relação ao estudo do caso, à forma como foi inicialmente abraçado e posteriormente abandonado, a ideia de que Genie poderia ser retardada é um pouco ingrata de afirmar, e julgo poder arriscar dizer que, no fundo essa definição foi como que usada como desculpa para a desistência do caso. Uma forma subtil mas visivelmente cruel de abandonar esta criança, mais uma vez. Este abandono transformou-se assim numa privação de tempo, numa estagnação. Assim como as crianças aprendem com o tempo a gatinhar, a caminhar, a correr e a comunicar através das palavras, Genie necessitava de tempo para absorver a explosão constante de informação que a rodeava.

Links para o documentário:

http://www.youtube.com/watch?v=dEnkY2iaKis – parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=jqqanfbK1H0&feature=related – parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=yQC9FpdSifg&feature=related – parte 3

http://www.youtube.com/watch?v=XuM6X_cszdE&feature=related – parte 4

http://www.youtube.com/watch?v=nh_Qk39Q1EQ&feature=related – parte 5

http://www.youtube.com/watch?v=nh_Qk39Q1EQ&feature=related – parte 6


:)


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